quarta-feira, 19 de março de 2014

Marcelo Oliveira está só.

Deveríamos dar ao técnico da equipe de futebol mineira alguns dias a mais antes de enunciar sua solidão? Mas em alguns casos, para aqueles que arriscam cantar o vivo como defunto antes do prazo e ao fazê-lo, não chamariam a atenção que o estado de cambaleante pode, mais do que rodopiar, cair de vez?

O Cruzeiro na atual Libertadores, em 3 jogos, tem três pontos. Média de um ponto por jogo. Pior que não são três empates, mas uma única vitória em casa e as outras duas, a matemática nos exime de anunciar o que se passou. O que podemos esperar mais? A história mais recente do técnico Marcelo Oliveira, apenas no Cruzeiro e deixando de lado sua trajetória em outras equipes, diz que a espera é negativa. Isto é, não que teremos o nada, mas talvez tenhamos o pior. 

A Libertadores costuma ser um torneio no qual o time não pode ser bom guerreiro apenas em seus domínios. Para avançar, deve saber combater em campo inimigo. Se não consegue matar, que fira o suficiente para trazer como prêmio de sua ousadia, ao menos um ponto. Não é o que acontece e é o que assusta. O Cruzeiro tem sido um bravo lutador. Mas ganhou apenas uma batalha. Inútil rezar o restante do terço sobre o que importa vencer.

A guerra é de mata-mata. Ainda na fase de grupos, matar é necessário e morrer, que significa perder, ainda vá lá, é aceitável sob circunstâncias limites como a conhecida altitude. Mas como toda guerra, ela tende a se agravar. Chegará o ponto no qual, matar é avançar e morrer será dizer adeus.

Quando à torcida aprendeu com a breve história em 2013? Aparentemente pouca coisa, dado os sinais dispersos pela internet afora. Lembre-se que no campeonato de pontos corridos, sim, Marcelo Oliveira soube bem comandar o time. Mas no mesmo ano, fora vergonhosamente eliminado pelo Flamengo na Copa do Brasil, de maneira desastrosa. Se esta foi uma estratégia para "guardar" a saúde para o longo campeonato, podemos recordar que, quando da eliminação, a equipe tinha condições suficientes de avançar na Copa e administrar a liderança no Campeonato Brasileiro. 

Não nos falta receio. A torcida certamente comparecerá ao estádio na quinta. Oxalá tudo transcorra bem. Porém, no que se refere ao chefe do grupo, o mais visado, em caso de desastre futuro, já afirmaremos com alegria de estarmos errado. No momento, Marcelo Oliveira está só!

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