quarta-feira, 26 de março de 2014

Naldo está só.

Boiam pela internet, em sites que tratam das miudezas do nosso cotidiano, que o cantor Naldo teve, recentemente, seu cachê reduzido de 120 mil reais para 15 mil. (1) Duas hipóteses se abrem à investigação ao redor deste fato. A primeira, contrária às próprias notícias é a de que, eu lanço esta hipótese, o valor talvez estivesse hipervalorizado e seu decréscimo não é nada mais do que uma correção ao valor que seria o mais justo. A segunda, a qual os sites tentam compreender, é a de que a redução corresponderia a uma desvalorização do artista Naldo no atual cenário da música brasileira, por outros motivos, como exigências de camarim, (2), etc. 

Ora, na esteira da segunda hipótese, dois pontos são levantados: um seria a mudança de produtora, e este ponto, acreditamos dizer pouco sobre o fenômeno. O outro, o qual gostaríamos de investigar, vincula-se ao hit naldianiano "Amor de chocolate" que já não toca mais tanto nas rádios e consequentemente nos corações e nos ouvidos dos fãs. Mas é sua menor exposição em fm's que tirou o vibrato da canção? Mas se esta é tão importante assim, cumpre igualmente perguntar o que haveria de tão magic nesta composição: sua letra (3) está repleta de referências explícitas sobre o ato sexual, não há dúvida. Mas são seus primeiros versos que acenam para uma provável explicação. Os trechos "vodka ou água de coco" e depois "whisky ou água de coco tanto faz" representam, na sua interpretação mais simplista, um descaso ou irresponsabilidade para com quaisquer tipos de escolhas mais centradas e pesadas. Tudo-se aceita. Tudo permite-se. Não estamos exagerando aqui. Alguns poderão contra-argumentar que essa mistura de bebidas faz referência tão somente a uma não-preferência por um tipo de bebida específica. Discordamos! Não são versos perdidos. Mesmo que estejam no início, a ideia central é do prazer impensado. Basta que seja bebida. Basta que seja qualquer coisa. Tanto faz. Por que chamamos a atenção para tão específico ponto? Bem, se esta canção é a que elevou ou colocou tal cachê em tal patamar, o conteúdo da composição pode dizer bastante. E diz. E ainda explica. Em resposta a este fato, Naldo já rebateu dizendo que "não deve nada a ninguém" (4). Entretanto ele deve 6 milhões de reais devido à produção do último DVD. (5). Será que ainda assim poderá dizer que "tanto faz"? Não teria se convertido em "chocolate extra-amargo" o chocolate do seu único sucesso?

A entrância no mundo gospel (6). A queda no cachê. Essa turbulência da carreira do artista permite-nos afirmar que Naldo está só!

Referências (links reduzidos)
(1) http://goo.gl/hhIiIb
(2) http://goo.gl/Hk6U5t
(3) http://goo.gl/VRVR93
(4) http://goo.gl/2dgdGR
(5) Está no link anterior. 
(6) http://goo.gl/uta7Qc

PS: Em tempo, o site oficial do cantor emitiu uma nota à qual deixamos o link (não-reduzido) abaixo para consulta. Nesta, nega-se em maioria, o que foi apontado nas notícias citadas. Como nosso objetivo no blog é efetuar uma divagação sobre os acontecimentos do nosso pequeno ou grande cotidiano, manteremos a reflexão já que a mesma, dá saída a outros problemas. Abre outras portas. Entretanto, da mesma forma que abordamos o entorno das questões, por sinceridade, informamos aos leitores da existência dessa nota. 

Link: http://naldobenny.com/wp-content/themes/storm/images/comunicado.jpg


quarta-feira, 19 de março de 2014

Marcelo Oliveira está só.

Deveríamos dar ao técnico da equipe de futebol mineira alguns dias a mais antes de enunciar sua solidão? Mas em alguns casos, para aqueles que arriscam cantar o vivo como defunto antes do prazo e ao fazê-lo, não chamariam a atenção que o estado de cambaleante pode, mais do que rodopiar, cair de vez?

O Cruzeiro na atual Libertadores, em 3 jogos, tem três pontos. Média de um ponto por jogo. Pior que não são três empates, mas uma única vitória em casa e as outras duas, a matemática nos exime de anunciar o que se passou. O que podemos esperar mais? A história mais recente do técnico Marcelo Oliveira, apenas no Cruzeiro e deixando de lado sua trajetória em outras equipes, diz que a espera é negativa. Isto é, não que teremos o nada, mas talvez tenhamos o pior. 

A Libertadores costuma ser um torneio no qual o time não pode ser bom guerreiro apenas em seus domínios. Para avançar, deve saber combater em campo inimigo. Se não consegue matar, que fira o suficiente para trazer como prêmio de sua ousadia, ao menos um ponto. Não é o que acontece e é o que assusta. O Cruzeiro tem sido um bravo lutador. Mas ganhou apenas uma batalha. Inútil rezar o restante do terço sobre o que importa vencer.

A guerra é de mata-mata. Ainda na fase de grupos, matar é necessário e morrer, que significa perder, ainda vá lá, é aceitável sob circunstâncias limites como a conhecida altitude. Mas como toda guerra, ela tende a se agravar. Chegará o ponto no qual, matar é avançar e morrer será dizer adeus.

Quando à torcida aprendeu com a breve história em 2013? Aparentemente pouca coisa, dado os sinais dispersos pela internet afora. Lembre-se que no campeonato de pontos corridos, sim, Marcelo Oliveira soube bem comandar o time. Mas no mesmo ano, fora vergonhosamente eliminado pelo Flamengo na Copa do Brasil, de maneira desastrosa. Se esta foi uma estratégia para "guardar" a saúde para o longo campeonato, podemos recordar que, quando da eliminação, a equipe tinha condições suficientes de avançar na Copa e administrar a liderança no Campeonato Brasileiro. 

Não nos falta receio. A torcida certamente comparecerá ao estádio na quinta. Oxalá tudo transcorra bem. Porém, no que se refere ao chefe do grupo, o mais visado, em caso de desastre futuro, já afirmaremos com alegria de estarmos errado. No momento, Marcelo Oliveira está só!